quinta-feira, 28 de maio de 2009

Baque, é fogo...

Notícias catastróficas, cansei. Na primeira página do portal de uma grande emissora aqui do Brasil, vi num só minuto, repetida mais de sete vezes, a palavra morte: morto, morre, morreu. Cansei.
Por que é que coisas ruins chamam mais atenção? Por que falar sobre grandes êxitos apenas são interessantes quando envolvem as "Xuxas"?
Penso que pela natureza humana, a curiosidade, a necessidade da dificuldade. Quem é que se contenta em ser feliz e não procura algo com o que se preocupar? Simplesmente ninguém.
Talvez por este motivo, eu prefiro continuar como pessoa desatualizada, do que por dentro do que 'acontece' no mundo. Eu não acredito que a única coisa que se passa, no globo todo, na vida de tanta gente, seja morte. Infelizmente há inúmeros incidentes, inúmeros problemas, irregularidades, dificuldades, roubos, tinta, máscara. Sim, elas existem. Mas não será possível, que não haja nada, mas nada mesmo de importante e positivo, todos os dias, todos os dias.
Sou brasileira, paulistana, não morri.


Por: Bia Mendes
Foto: Natália Barbosa

terça-feira, 26 de maio de 2009

Existe

Há um muro em pleno ar
Um suspiro do vento, passante

Grita.
Depois,
nada.

Não consigo encarar
Cada tijolo, cada centímetro

Não posso vê-los
Não posso senti-los.

E se me perguntarem, ué

Estou bem certa, e sinto!

O vento, o muro, o nada,

Minto.



Por: Bia Mendes

domingo, 24 de maio de 2009

Antes do término da reunião.

Na incomoda posição da cadeira de uma sala, olhando uma mesa vazia com uma bolsa vermelha em cima, duas mulheres a minha direita e um rádio a esquerda, com uma musica calma. Um lugar nada familiar pra mim. O telefone e o rádio “comandam o ambiente”, quando falamos de som. Enfim... Estou em uma empresa de pesquisa de mercado, esperando minha mãe, de uma chata reunião.

Por: Natália Barbosa
Foto: Natália Barbosa (reflexo de uma das salas da empresa)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Sentido

Toco-te com intensidade
Tão linda, tão doce, tão longe.

Ah, como a lua é
demasiadamente
branca!
Aparentemente, mutante, mesma.

Engana a todos os olhares,
E me engana também, me engano.


Olho-te abobada todas as noites
E guardo em mim

Para poder olhar depois.



Por: Bia Mendes

terça-feira, 19 de maio de 2009

Engano

Eu, hoje de tarde, fui gastar o meu ganhado
Já não tinha outra opção senão entrar naquele mercado
Povo chato, insistente, 'tudo eles mal informado
Ninguém contou, imaginei, mas todo pobre está errado
Então eu, que pobre sou, acabei deixando de lado
Avisei, mesmo briguei! Ora vá,carne de porco?
Não quero o tal do resfriado.


Por: Bia Mendes

domingo, 17 de maio de 2009

Faltazinha que tô sentindo

Saudade, ô coisinha! As pessoas importantes, só as importantes mesmo, conseguem virar um pedacinho de nós. Um pedacinho da força, um pedacinho da mente, da fraqueza, do corpo, da alma, de tudo. Então quando alguma desta se vai, se afasta, faz doer. E machuca mesmo, é um pedaço, lembra? Só não dá pra ver.
Eu já cansei, vou fingir que não falo português. Talvez assim eu possa dizer "sinto falta de você". Porque por mais que pareça capricho (e até é), a 'saudade' dói bem mais.

Por: Bia Mendes

sábado, 16 de maio de 2009

Deixe

Deixe-me estar sempre ao seu lado.
Para poder me sentir realizado.
Deixe-me tocar a sua mão.
Para poder respirar e ao seu ar suspirar.
Deixe-me tudo esquecer.
Para poder lembrar de você.
Deixe uma flor na minha vida morrer.
Para outra poder nascer.
Deixe me apaionar por você.
Para eu sempre lhe dizer.
Que amo você.
É isso que eu quero dizer...
Deixe-me namorar com você.
E nunca me deixe lhe esquecer.
Por: João Ricardo Sena (convidado)

sábado, 9 de maio de 2009

Tempo, mundo


Como o mundo é um ovo! Sempre uso esta expressão, mas estou bem perto de mudar para "o mundo é uma azeitona", só não digo que é uma ervilha porque elas não me agradam.
Eu estudo no meu bairro mesmo, moro aqui desde que nasci, e meus pais a mais tempo ainda. Aconteceu que na minha reunião escolar, minha mãe encontrou um homem, que provocou choque, choque mesmo. Acho que foram mais de 5 minutos para que ela caísse em si. O tal do homem estava um pouco acima do peso, era moreno e tinha cabelos brancos.
Minha mãe me explicou, depois do tempo em que ficou olhando, confirmando que tava vendo coisa certa. Segundo ela, este homem fora namorado da minha tia em
vidas passadas - vidas passadas porque isso foi há 26 anos, só Jesus! - e engraçado é que os dois eram magrinhos, na mesma época em que minha mãe era hippie e usava uma blusa de crochê abaixo do joelho.
Hoje os dois (minha tia e o tal homem) estão casados, com suas famílias. Ela teve uma filha, ele teve três. A propósito era na reunião da filha dele que ele estava, uma colega minha de classe.
Estas coisas são comuns, normais, eu sei. Mas me anima estas histórias passadas, a relação das pessoas, momentos, tanta coisa. O tempo passou, eles passaram, está passando. Passamos.

Por: Bia Mendes
Brincadeirinha com a imagem(montagem descarada!): Bia Mendes

sexta-feira, 8 de maio de 2009

SEM CONTATO


Eu queria poder nunca mais lembrar, daquilo ou de quem me faz chorar. Queria arrancar, puxar, executar e exterminar, aquela que vem me visitar sem avisar. Se ela me avisasse, me preparasse, sua presença até que ainda seria querida; mas não, não quero essa mão, mão essa que vem me acariciar, me enganar, justo naquele momento. CARÊNCIA.
Vai entender, uma alma fraca como essa, que no foito alto, em grande sintonia, se rebela e se desconfigura. Por que? Vai entender...
Era para ser simples, era para ser apenas momentos, mas se torna um grande fardo. Pesado. Inconsistente. Inconsciente. Amargurado. Sem contato.

Por: Ricardo Rodrigues (convidado)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ahh, paixão!

As pessoas não sabem me dizer várias coisas. Uma delas é: por que nos apaixonamos por alguém?
Sobre o amor todos concordam, define-se, bem genericamente, em proteção. Já a paixão não, ninguém sabe. Uns falam: os opostos se atraem. Outros: é quando vemos afinidades com alguém.
Mas, poxa, se a das afinidades fosse verdade, como se atrairiam os opostos?
"- Oi, eu sou Givêncio, reservado, exigente, egoísta. Mas tomo banho todos os dias, e como também.
-Oi, Givêncio. Sou Gumercinda, adoro me comunicar, sou bem expansiva, não exijo muito e gosto de dividir as coisas. Mas, bah, também como. E, banho?! Caramba, quanta coincidencia!"
Coitados! Seria um Deus nos acuda. Eu não sei dizer porquê é que nos apaixonamos, mas que não há padrões quando se trata de sentimento, é evidente. Posso me apaixonar pelo Zé, tímido como eu, engraçado. Como pelo João, falante, chato. O Joaquim, o Severino, a Joaquina, o Petrúquio. Os corações batem quando acham melhor. E o meu, por favor, na próxima vez não esqueça de avisar.


Quanto a você, o que me diz sobre a paixão?


Por: Bia Mendes

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Antes e depois do corte

O medo foi tão grande quanto o cabelo, fiquei muito aflita, comecei a pensar no porque de cortar o cabelo “seria só para mudar” pensei. Mesmo assim veio o grande medo de não ficar bom. E se ficar ruim? O que eu faço? Nada..rs ou usar um boné, toca ou até mesmo um chapéu. Sentei na cadeira e disse “Corta na altura do ombro” a cabeleireira retrucou “ tem certeza?” disse que sim, então ela começou a cortar, cortar e cortar, quando ela terminou coloquei a mão e senti o quanto ela tinha cortado. Uuuu, corri pro espelho pra ver como havia ficado “UAU, amei”. Ficou maravilhoso, todos que me viram disseram, nossa que lindo que ficou. “Realmente ficou maravilhoso.”

Por: Natália Barbosa

domingo, 3 de maio de 2009

Viramos na Virada

Eita, fomos para a virada! Um evento que acontece aqui na cidade de SP. Chegamos na Avenida São João era meia noite. O estranho é que no caminho o ônibus lotou, enquanto as ruas estavam vazias. Vazias de tudo, carro, passantes. Tudo.
Mas não, a cidade não havia parado, acredito que as pessoas estavam curtindo os espetáculos espalhados pela cidade. Foram 24 de festa, chegamos um pouco tarde, vimos o show em homenagem ao Tim Maia, as 3, e ficamos até a hora do Cordel do Fogo Encantado, que foi muito bom. Voltamos pra casa, descansar e voltar para assistir a Maria Rita. Alguns, pelo cansaço, acabaram ficando em casa. O show da Maria foi ótimo, arrepiamos, gritamos, dançamos.
Eu, Bia, ia encontrar com uma amiga que mora em outra cidade. Como é engraçado essa coisa do desencontro, o 'onde'. Não a encontrei, mas provavelmente num intervalo de 20 minutos nós devemos ter passado pelo mesmo lugar, ou até menos tempo, mais, enfim.

PS. Bi, Duda, Rike, Pri, Zah, Ricardo. Foi bom.


Por: Bia Mendes e Natália Barbosa

sexta-feira, 1 de maio de 2009

A tal da tecnologia...


Acabei me estressando com a minha mãe, e depois estressei comigo mesma. Acontece que ela demora a entender estas coisas tecnológicas, mas, tadinha, será mesmo culpa dela? Ela sabe muito mais coisas que eu, sem dúvidas, da mesma forma que minha avó sabe mais coisas que ela, e assim sucessivamente. Outro dia estávamos passando na rua, eu e minha avó. E a velha olhou pra uns matos, chegou perto, cheirou, e pronunciou bem convicta um nome pra lá de estranho. Aquele mato, segundo ela, é um remédio poderosíssimo! Tri-lim-limm, o celular dela que tava tocando(nada de toque MP3, aqueles polifônicos que já vem no próprio celular). Ela, atrapalhada, abriu a bolsa, remexeu num bando de papéis e disse: "ô meu Santo Amaro, põe isso pra vibrar depois, fia? Ele parou de funcionar e eu não sei como!", eu ri e pensei, como era uma pena toda esta invasão tecnológica. Claro que não consegui, ainda, fazer minha avó entender o msn. Eu se pudesse exterminaria a eletricidade pelo menos por um tempo. Você já percebeu, que quando a luz acaba, ninguém tem o que fazer? Os pais ficam estressados procurando velas, os filhos acabam indo dormir cedo, ninguém pensa em nada, não há nada para fazerem juntos. Com a eletricidade morta, talvez as famílias voltassem a se conversar, brincar, rir junto, sem a necessidade de um programa de TV, ou filmes do "Jim Carey".

Por: Bia Mendes
Foto: Natália Barbosa