
Quando a gente se sente tão pequeno diante das coisas
Que nem mesmo o melhor dos abraços faz curar
Porque a fenda no peito não se esvai facilmente.
Quero meu passado de volta, quando a minha volta
Foi tomada de fortes luzes, que não me deixavam
Perdida no escuro que às vezes envolve o coração.
Quero de volta pontinhos coloridos e antigos
Que faziam brilhar meu olhar dia a dia
E que agora passaram a ficar tão distantes
Que não os enxergo, nem me contento mais.
Seus espaços foram tomados por pontos insignificantes
Que não brilham, não reluzem, não fazem falta.
Quero os que me fazem falta aqui, comigo.
Aqueles que me conhecem tanto, de hora certa fácil,
De movimento seguro e simples, de olhar puro e intenso.
Restaram poucos, que também se deslocam por seus dias
E postam-se ao lado dos pontos invisíveis
Que ocupam as ruas, os coletivos e os sinais.
De tantos poucos, poucos surgiram, com poucos destaques
E menos mal, o grande ponto da minha vida.
Por: Bia Mendes.