terça-feira, 29 de novembro de 2011

Encontrando o perdido.


Por: Natália Barbosa

É estranho como a nossa cabeça funciona, bem ou mal. Coisas que se vão para outras virem no lugar. Pessoas, fatos!
Às vezes não precisa-se de muito tempo para as coisas mudarem 1 minuto basta. Para, continua...
Falta o que dizer mas tem algo a ser dito? Acreditava que tinha me encontrado!
Perdi-me.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vontades e vontades...


Por: Natália Barbosa

Quem nunca teve uma vontade louca? Dessas que só de pensar tira o fôlego! Essas vontades... de arrepiar, uuuui. Nunca sentiu, deixa que eu levo você, “vem na minha que é sucesso”. É só você. Você. Que me faz ter essas vontades, vontade de verdade. Quando você entra nos meus sonhos eu acordo até meio tonto, sabe como é, né? Vontades, vontades, ahhh... de verdade, vontades. São só vontades.

Vontades, vontades de vontades.

foto: divulgação

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fragilidade

Até que ponto as coisas são frágeis? Até que ponto elas são reais, ou ainda, até que ponto são fruto da boa e criativa imaginação humana?
Penco, nessa hora, a acreditar que tudo é criado. Sentimentos, reações, pensamentos e até capacidades, é tudo criado. Alguém vê forma, alguém dá nome, e pronto, tá ali, mais uma facetinha desse mundo filha da puta.
O sono de 26 horas não dormidas não existe mais. O frio não está presente, mas mesmo assim os pelos da minha pele insistem em permanecer de pé (talvez pra me lembrar das benditas reações!)
Então, classificando tudo como criação, devo admitir que tudo tem nascimento, crescimento e morte.
O único problema da morte (pelo menos no meu caso), é que minhas orientações pessoais religiosas ainda não definiram se eu acredito em reencarnação.

Por Bia Mendes

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Parte partie

Se existem dois extremos, penco pros dois lados. Num instante um deles pesa mais.
Não se pode gritar. Gritos são escutados, provocam curiosidade.
Conheço meus extremos. Não há animação, ou interesse, não finjo que há.
Não finjo sentir falta, nem sinto falta frequentemente. E se faltar, importa. Incomoda.
Melhor seria ser mais próximo. Não parecer indiferente, por ser assim.
Não importa, me ensinaram a ser assim. Cansaço, fim da inocência.

J'ai accépté par erreur ton invitation. Si j'ai confondu avec celle qui sourit pas. J'suis pas le premier a penser ça. C'est pas facile de savoir pourquoi. Je voudrais m'éloigner...
J'vis toujour des soirées brésilienne. J'voudrais vivre des soirées belles à quelque monde.
Toute cette histoire, une autre fois. Une belle histoire, sortie de ma tête par hasard...

Por Bia Mendes.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sossego, solzinho e olhares curiosos

Manhã de muita paz na visita ao praticantes de tai chi pai lin. Ao chegar, os olhares pra câmera fotográfica não escondiam a pergunta explícita: Quem é ela, o que deve ser?
Cheguei de mansinho e fui me apresentando, aos poucos, praquele pequeno grupo de idosos que já estavam lá. Lá = UBS Figueira Grande, posto de saúde na rua de baixo de casa. Uma olhada rápida: ufa! Zenalva, uma enfermeira que eu já conheço, estava lá, e assim seria mais fácil ganhar espaço entre a 'moçarada' que eu pretendia fotografar.


Todos os dias da semana, na rua de baixo da minha casa, um grupo de até 50 idosos se reúne às 8 AM para se alongar e praticar o Tai chi pai lin e o Lian Gong. O que no começo era só uma atividade para melhorar a qualidade de vida deles se tornou num verdadeiro encontro entre amigos. Hoje em dia organizam até excursões e jogos em grupo para se reunir fora dos horários de aula. Todos se conhecem e ajudam uns aos outros, riem, brincam e se divertem enquanto a aula não começa e a enfermeira mede a pressão de cada um deles, conferindo como estão.

Conversa com a Zenalva, bate papo com alguns deles, logo senti que estavam mais a vontade. A parte mais difícil em fotografar idosos é que eles são vergonhosos, acham às vezes que não servem pra isto ou que tem algo 'por trás' dessa fotografia rs. Acho que todo mundo entende, pois quando pensamos no avô/avó, lembramos daquela pessoa super atenta e protetora, desconfiada e esperta, que conhece muito da vida, e já viu mais coisas do que a gente pode imaginar.

Havia somente um senhor no meio da multidão de velhinhas que estavam hoje. E este era o animador da galera: tom alto e firme de voz, pele negra com poucas rugas, um chapéu branco e várias piadinhas na manga. Era ouvir a voz dele, que em seguida jorravam risos. Fui então papear com ele, e pasmei: 84 anos de pura saúde, 8 filhas (a mais nova com 51 anos), morador do meu bairro há 60 anos (na época aqui era puro mato), e viúvo, após ter ficado 51 anos com sua esposa. Ele pulava e andava pra cima e pra baixo.

Papos e fotos rolando. Após os retratos e atividade deles, fui convidada pra participar da oração que finaliza a aula. Todos de mãos dadas, em círculo, passando energia uns aos outros. Pedimos em oração à todos, especialmente às pessoas do grupo que estão afastadas dos exercícios. Fiquei contente em receber uma benção especial, e o voto deles para que eu continue bem. É emocionante a vibração que eles têm, de positividade, alegria, prazer em viver. Tanta saúde e experiência acumulada fazem a gente parar pra repensar no estilo de vida e valores que conservamos nas nossas próprias vidas.

Nada mais gostoso que ficar perto de pessoas idosas, com muita história pra contar, disposição e amor nos olhos. Aquele galerinha com faixa de 80 anos tem muito mais flexibilidade e espiritualidade que o povo novo por ai.

Ansiedade total pra revelar minhas fotos! E gostinho de quero mais.

Por: Bia Mendes

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pontinhos


Quando a gente se sente tão pequeno diante das coisas
Que nem mesmo o melhor dos abraços faz curar
Porque a fenda no peito não se esvai facilmente.
Quero meu passado de volta, quando a minha volta
Foi tomada de fortes luzes, que não me deixavam
Perdida no escuro que às vezes envolve o coração.

Quero de volta pontinhos coloridos e antigos
Que faziam brilhar meu olhar dia a dia
E que agora passaram a ficar tão distantes
Que não os enxergo, nem me contento mais.
Seus espaços foram tomados por pontos insignificantes
Que não brilham, não reluzem, não fazem falta.
Quero os que me fazem falta aqui, comigo.
Aqueles que me conhecem tanto, de hora certa fácil,
De movimento seguro e simples, de olhar puro e intenso.
Restaram poucos, que também se deslocam por seus dias
E postam-se ao lado dos pontos invisíveis
Que ocupam as ruas, os coletivos e os sinais.
De tantos poucos, poucos surgiram, com poucos destaques
E menos mal, o grande ponto da minha vida.

Por: Bia Mendes.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Encantada

Encanta, encanta, levanta e canta
Meu coração voa e salta feliz
Depois acorda, enxerga, feliz ainda
Feliz que anda, enxerga, no escuro
Enxerga, embaçado, os pontos que quer enxergar
Ele vive feliz lado a lado
E anda, anda. Meu coração ama você.

Por: Bia Mendes

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dia util

Mas esse negócio de dia útil é papo. Dia útil é todo dia.
Vivemos todo dia, comemos todo dia,
amamos todo dia, vibramos todo dia,
choramos todo dia, pensamos todo dia.
Todo dia é dia de mudar alguém.
Todo dia é dia de ser alguém.
Todo dia é dia de ter alguém.
Todo dia é dia de olhar alguém,
e se enxergar, e se escutar,
e se olhar, e se entregar.

Todo dia é dia. Não importa a correria, não importa se vazia, nem se chover ou tiver seco. Não tem problema se crescer, tomar espaço ou gerar eco. Se for de baixo ou pelos cantos, se for sem cor. Também nem importa quantos.
Mas dia útil é todo dia.

Por Bia Mendes (inspirada hoje rs)

http://dentroeforaaomesmotempo.blogspot.com/

Mar num é mar

Tum-tum-tum. Bate, bate.


TUM-TUM. Insiste, insiste, mas não to.


TÁ-TÁ! Abro a porta, entra rápido.


Pffff, de tanto bater se cansou, senta.


-Quer uma água?


-Vim bem rápido, volto outro dia.


-Quer uma água?


-Vim passando, quis entrar. Posso ver?


-Quer uma água?


-Gostei disso, gostei daqui.


-Quer uma água?


-Não sei bem o que vou fazer...


-Quer uma água?


-Acho que vou ficar um pouco.


-Quer uma água?


-Acho que vou dormir aqui.


-Quer uma água?


-Quero morar contigo, posso?


-Quer uma água?


-Na verdade não sei bem se quero.


-Quer uma água?


-Querer eu quero, mas já é tarde.


-Sim, é tarde.


Mar num é mar amar a vida, mesma e contrária. Mas eu não tenho nada.


É só água que posso dar.


E nesse caso, é melhor ir embora.



Por Bia Mendes.

Estressar pra que?

Chega uma hora que em meio à tanta coisa a gente explode. Eu explodia antes, xingava todos os motoristas que superlotam a cidade, ficava com dores de cabeça por conta dos atrasos, matutava por horas e horas quando algo saía do planejado. Cheguei a uma conclusão: PRA QUE? Não to mais pra isso. Sou nova, novíssima, e quero ficar velha, velhíssima no futuro. Não vou mais me estressar, tomei essa decisão. E agora quando algo dá errado eu fecho os olhos, respiro fundo, conto 3 vezes e sorrio pro primeiro estranho que surgir na minha frente. É impressionante como todo mundo sorri de volta, isso melhora nosso interior, sério! Não vou mais me estressar. Já que São Paulo tá assim, bagunçada...

...

...

não se tem o que dizer.


Por Bia Mendes.

oi?

Tem vezes em que a vida nos obriga a agir como a sociedade determina. Tem vezes que o que a sociedade determina é o que a gente menos quer. Por que não dá pra ser feliz à nossa maneira? Por que não dá pra entender que nem todo mundo é igual, que ninguém deveria ser igual ou agir igual? Por que não tem como respirar e seguir em frente sem barreiras e velhos costumes? Porque as pessoas gostam dos velhos costumes, aderem fácil, têm estranheza ao que é diferente, são individualistas e controladoras. É por isso que nada muda. Só o que tem que mudar sou eu mesma, do meu modo diferente e 'estranho' de pensar e agir. Mas quer saber? A vida é assim. Ou a gente se cala e aceita (em termos) as exigências, ou fica só.


Por Bia Mendes.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Confusão tranquila.

Nada sei dessa vida, fico sem saber! Diz à música que toca. A televisão falando sozinha. Mamãe na cozinha. Tudo tranqüilo. Está parecendo que tudo anda menos eu, estudando.. Na rua, na chuva, na fazenda... Quero você, como eu quero. Rodando, rodando, andando e andando. Dizem que sou louca, por eu ter um gosto assim, gostar de quem não gosta de mim. Quero ti encontrar, claclá, quero ti amar. E tudo numa confusão só, tranquila.

Por: Natália Barbosa

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Idas e vindas

Paixonites? São agudíssimas. Mas tem algumas que se tornam reais e quando isso acontece... Lembro-me que se fosse agora, você esbarrando em mim e pedindo desculpas. Ai se arrependimento matasse. O reencontro foi bem melhor, depois de anos e com caras de espanto. Muitas mudanças e coisas vividas. Eita, mas ta difícil esquecer, paixonites vem e vão outras só vem no olhar, foi nosso caso.


Por:Natália Barbosa