ás vezes da frio,
de vez em quando, calor,
mais preguiça e menos humor,
e dependendo amor.
Por: Natália Barbosa
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Duas coisas que não abro mão
Tentar dizer para quê nasci é a tarefa mais difícil e audaciosa que jamais recebi. Para mim é como definir minha “missão”, mas acontece que missão é muito ampla, até divina. Então não vou me arriscar neste patamar tão alto, ficarei no campo mundano do achismo que é bem mais simples. As duas coisas das quais não abro mão são: ajudar as outras pessoas e amar tudo que tem vida.
Vejo-me na obrigação de ajudar as pessoas. É meu dever básico como humana consciente. As pessoas precisam umas das outras, nem que seja pra dizer “continue!”. Meu sossego espiritual só será completo quando eu souber que não cresci e deixei o mundo para trás. Até porque se eu for dar alguns passos, que seja prendendo mil a uma corrente junto a mim. Talvez a corrente nem pese tanto e a importância esteja na existência dela. Portanto, assim sem muito esforço, esses mil andarão comigo.
Vivo para amar tudo que tem vida, e nesse grupo se encaixa uma infinita variedade de corpos. Os humanos são os únicos que podem me falar coisas pronunciadamente definidas, me aborrecendo ou deixando feliz. Os outros animais falam também, geralmente pelos olhos ou agitação. Ainda sim podem aborrecer e nesse quesito meus cães de estimação são afinadíssimos. A natureza sim é o grupo que mais me deixaem paz. Nada paga a cor do céu sempre mutável, às vezes laranja, às vezes cinza, às vezes infinitamente azul. A variedade assustadora de tons de verde, a perfeição e harmonia na convivência com o meio, as gotas de chuva. Para mim nada disso é bonito. É lindo.
Dentre todas as coisas vivas que existem e que amo, a Lua é a que mais me encanta. Hoje não a olhei, ontem também não. Já faz dias que ela anda inibida, ou triste. É notável que ela perdeu um pouco do brilho e a brancura forte. Talvez seja que ela não queira se mostrar e esteja feliz assim, bem longe. Ressalto que feliz ela não pode estar, não sem saber que a encaro e admiro como ninguém. Quando criança eu me imaginava lá em cima pertinho dela, hoje ainda imagino. Como sempre dizem que nada é impossível, os sonhos que eu tenho também não são. Qualquer dia estarei pertinho dela, e de tudo que me aproxima de mim.
Por: Bia Mendes
PS. Era uma tarefa escolar, mas gostei e quis postar aqui!
Vejo-me na obrigação de ajudar as pessoas. É meu dever básico como humana consciente. As pessoas precisam umas das outras, nem que seja pra dizer “continue!”. Meu sossego espiritual só será completo quando eu souber que não cresci e deixei o mundo para trás. Até porque se eu for dar alguns passos, que seja prendendo mil a uma corrente junto a mim. Talvez a corrente nem pese tanto e a importância esteja na existência dela. Portanto, assim sem muito esforço, esses mil andarão comigo.
Vivo para amar tudo que tem vida, e nesse grupo se encaixa uma infinita variedade de corpos. Os humanos são os únicos que podem me falar coisas pronunciadamente definidas, me aborrecendo ou deixando feliz. Os outros animais falam também, geralmente pelos olhos ou agitação. Ainda sim podem aborrecer e nesse quesito meus cães de estimação são afinadíssimos. A natureza sim é o grupo que mais me deixa
Dentre todas as coisas vivas que existem e que amo, a Lua é a que mais me encanta. Hoje não a olhei, ontem também não. Já faz dias que ela anda inibida, ou triste. É notável que ela perdeu um pouco do brilho e a brancura forte. Talvez seja que ela não queira se mostrar e esteja feliz assim, bem longe. Ressalto que feliz ela não pode estar, não sem saber que a encaro e admiro como ninguém. Quando criança eu me imaginava lá em cima pertinho dela, hoje ainda imagino. Como sempre dizem que nada é impossível, os sonhos que eu tenho também não são. Qualquer dia estarei pertinho dela, e de tudo que me aproxima de mim.
Por: Bia Mendes
PS. Era uma tarefa escolar, mas gostei e quis postar aqui!
domingo, 16 de agosto de 2009
Momento do Conhecimento "Conhece - Te a Ti mesmo."
Quem viu o filme Matrix - antes que se tornasse o primeiro de uma série - há de se lembrar da cena em que o héroi Neo é levado pelo guia Morfeu para ouvir o oráculo.Que é um oráculo? A palavra oráculo possui dois significados principais,que aparecem nas expressões "consultar um oráculo" e "receber um oráculo".No primeiro caso,significa "uma mensagem misteriosa" enviada por um deus como resposta a uma indagação feita por algum humano;é uma revelação divina que precisa ser decifrada e interpretada.No segundo,significa "uma pessoa especial",que recebe a mensagem divina e a transmite para quem enviou a pergunta à divindade,deixando que o interrogante decifre e interprete a resposta recebida.Entre os gregos antigos,essa pessoa especial costumava ser uma mulher e era chamada Sibila.
Poucas pessoas que viram esse filme compreenderam exatamente o significado dessa cena,pois ela é a representação,no futuro,de um acontecimento do passado,ocorrido há 23 séculos,na Grécia.
Havia na Grécia antiga,na cidade de Delfos,um santuário dedicado ao deus Apolo,deus da luz,da razão e do conhecimento verdadeiro,o patrono da sabedoria.Sobre o portal de entrada desse santuário estava escrita a grande mensagem do deus ou o principal oráculo de Apolo: "Conhece - te a ti mesmo". Um ateniense,chamado Sócrates,foi ao santuário consultar o oráculo,pois em Atenas,onde morava,muitos diziam que ele era um sábio e ele desejava saber o que significava ser um sábio e se ele poderia ser chamado de sábio.O oráculo, que era uma mulher,perguntou-lhe: " O que você sabe?".Ele respondeu: "Só sei que nada sei".Ao que o oráculo disse: "Sócrates é o mais sábio de todos os homens,pois é o único que sabe que não sabe".Sócrates,é o patrono da Filosofia.........
Aguardem o próximo momento do Conhecimento.
Por: Ana Carolina
sábado, 25 de julho de 2009
Primeiro Dia
Para começar, aperto entre a multidão do trem, paciência, provavelmente estavam todos atrasados para trabalhar. Rodoviária, bilheteria, duas horas dentro de um ônibus. Descemos enfim em Tatuí, risos e bate papo com o taxista espertinho que queria cobrar mais.
Olhar sincero rodeado de rugas e muita experiência. Comida boa, suco natural e centenas de histórias para contar. Depois da sobremesa, todos chegamos a uma conclusão: voltaremos mais pesados, e com prazer!
Por: Bia Mendes
Olhar sincero rodeado de rugas e muita experiência. Comida boa, suco natural e centenas de histórias para contar. Depois da sobremesa, todos chegamos a uma conclusão: voltaremos mais pesados, e com prazer!
Por: Bia Mendes
sexta-feira, 24 de julho de 2009
A tal esperada..
Viajem, com muitas dificuldades, até pra escrever isso, imagina para viajar. Não marcamos de última hora, foi tudo programado, com várias dificuldades, junto. Uma amiga que na última hora, ficou sem grana, a maquina fotográfica mio, mas tem de celular, enfim, tudo no improviso. Mas ainda bem, embarcamos amanhã na Barra Funda 24/07, todos ansiosos. Primeiríssima viajem juntos. Vamos ficar o resto das férias no sitio da vovó Célia. Voltaremos dia 03/08, por isso ficaremos sem atualizações essa semana, voltaremos com boas. Uma beijoca!Por: Natália Barbosa e Beatriz Mendes
Foto: Natália Barbosa
sábado, 18 de julho de 2009
Uma simples descoberta.
Nossa inocência é tanta, em todos os sentidos. Como uma criança que não lembra nada de quando era bebezinho e não sabem nada do futuro, iguais a nós todos. Mini-ser, atrás de um carinho, uma compreensão, umas coisas "diferentes" como dormir de tênis, coisinhas bobas.Sem pedir nada mais em troca, um ombro pra chorar,pessoas para brincar, ir a um parque, andar de bike, sem muitos questionamentos. E quando nos damos conta não é difícil, como uma criança que vai descobrindo as coisas, como uma simples pincelada de tinta na mão, é um carimbo. Temos que arriscar pra saber no que vai dar. E tem uma coisa maior de todas, que nos impedi isso, o pensamento, tanto negativo quanto o positivo, que nos traz uma esperança que enche nosso coração ou o desanima de vez. É quando deixamos de acreditar em coisinhas “bobas” que toda criança adora. Será que ficamos mais frios? Ou é coisa da idade?.Por: Natália Barbosa
Foto: Natália Barbosa
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Sem áudio, sem você.
Sem música, um tédio total, sem nada no PC. A televisão ligada, mas não escuto o grande som, você me chamando. Ops! To sem driver de som, hahahaha. O barulhinho da ventoinha e das teclas do teclado é literalmente minha musica, juntando com a TV. Os sons são “visuais”. A Lua, não emite nenhum som, mas não faz falta, pois sua beleza é inexplicável, como você meu amor, adoraria ficar ti olhando e olhando, sem som nenhum. E a nossa trilha sonora? Onde fica? Aqui, na minha “caixinha”, onde registrei todos os nossos momentos, com som sem som. Mas com você. E olhando a lua, lembro de você.Por: Natália Barbosa
Foto: Arquivo de internet (autor desconhecido)
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A alegria
Eu não sei definir a alegria com alguma grande precisão. Ela é relativa, vária, cada um tem a sua. A variedade das crianças acredito ser a maior: num pega pega simplisinho, no balanço quebrado, no bonequinho brilhante da vitrine enfeitada. Existem inúmeras formas.
Adultos são mais difíceis, vão criando gostos e limitações, ficam chatos, mal humorados, é só querem sempre aqueles mesmos objetos, aqueles mesmos lugares. Além disso na bolha deles não existem brincadeiras, a não ser as que são feitas com muito algodão.
Os adultos contam com as ideias pré fabricadas e uma vida molde. As crianças são diferentes, procuram inovar as coisas, usam a imaginação e nem precisam de tantos efeitos sonoros.
Eu me sinto alegre quando tudo está em paz, mas o difícil é que o mundo nunca está em paz. Tudo bem, tudo bem. Até que o zumbido moderno me enxe a cabeça de abobrinha novamente.
Apesar desse ambiente todo, das coisas 'maduras' e de perceber que perdi a um tempo minha alegria de criança, ainda dá pra divertir, com a ajuda de salas com boa acústica, tela grande e pequenos diretores.
Por: Bia Mendes
Adultos são mais difíceis, vão criando gostos e limitações, ficam chatos, mal humorados, é só querem sempre aqueles mesmos objetos, aqueles mesmos lugares. Além disso na bolha deles não existem brincadeiras, a não ser as que são feitas com muito algodão.
Os adultos contam com as ideias pré fabricadas e uma vida molde. As crianças são diferentes, procuram inovar as coisas, usam a imaginação e nem precisam de tantos efeitos sonoros.
Eu me sinto alegre quando tudo está em paz, mas o difícil é que o mundo nunca está em paz. Tudo bem, tudo bem. Até que o zumbido moderno me enxe a cabeça de abobrinha novamente.
Apesar desse ambiente todo, das coisas 'maduras' e de perceber que perdi a um tempo minha alegria de criança, ainda dá pra divertir, com a ajuda de salas com boa acústica, tela grande e pequenos diretores.
Por: Bia Mendes
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Brasil 1X0 África do Sul
Ninguém fez gol até o momento, estamos no 2° tempo e nada, a aflição toma conta de nós ( minha mãe, eu e milhares de brasileiros), os gritos mais a voz do Galvão Bueno dominam ambiente, o traje nada mais nada menos que cobertores. Cadê goooooooooool? nesse jogo histórico tá difícil, ninguém balançou a rede ainda. A África ta marcando muito bem. Aos 36:34 do 2° tempo houve uma troca de jogadores, sai André Santos e entra Daniel Alves. Aos 41:00 juiz marca uma falta favorecendo o Brasil. Daniel Alvez vai pra cobrança.Goooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool, por ele que acaba de entrar no jogo. Agora não podemos deixar o adversário marcar. Brasil fica cada vez mais próximo da final, e nós (torcedores), estamos contando os segundos. O Juiz apita, acabou o jogo.Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeh!Por: Natália Barbosa
Foto: Natália Barbosa
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Ôh! Belo começo de semana.
Rãn! Já está na hora de ir pra escola e “não fiz nada”, meu dia hoje foi péssimo. Segunda-feira é um saco. Acordei as 11h00min, ouvi uma música na cama mesmo (Pato Fu), levantei fui até o banheiro, arrumei minha cama. Procurando algo pra fazer, fui dar uma ajeitadinha na casa, acabei. Ótimo, ou melhor, dizendo, péssimo. Inventei de fazer um bolo (risos), coloquei roupa na máquina, queria minha vida a todo vapor. Um amigo me liga e diz “vamos sair comigo?” topei na mesma hora. Sem pensar que meu bilhete único está sem crédito, retornei a ligação e disse que tinha que carregar o bilhete. Até ai tudo bem. Ele disse que passaria aqui às 14h40min, tava esperando e esperando. Disse fuuui, a minha mãe. Passamos na escola, pois ele teria que pegar uma declaração, a secretaria estava fechada. Seguimos para a banca, para carregarmos os bilhetes. Puuuutz, eu disse. Olhei revirei, quase tirei tudo de dentro da minha imensa bolsa. Não acho meu bilhete. Ele disse “não é pra nós irmos”. Pensei ai que saco, nada da certo. Voltando pra casa, encontrei uma “barraquinha” de churros, deu uma vontade, comemos, fomos à farmácia. Eu no caminho disse “agora chegando em casa, vou fritar meu franguinho e comer”. Minha mãe fez macarrão com ele no molho. Enfim, terminei a tarde lendo um livro e fazendo esse texto.Por: Natália Barbosa
Foto: Natália Barbosa
sábado, 20 de junho de 2009
A gente tem que se virar...
Vida de pobre é difícil. Qual paulistano sem recurso nunca pegou um coletivo lotado, suado, apressado e todos os 'ados' de ruim?
Hoje foi assim. Saí apressada do cursinho, comendo umas bolachas que levei e tomando suco de caju. Corri pro ponto, quase sendo atropelada, e dei sinal. O canalha do motorista nem sequer parou, olhei pro lado, havia um senhor no ponto também. Ai surgiram as típicas conversas de ponto...
-Nossa, tá um friozinho né?
-Sim, desde manhãzinha.
-Aquele tava lotado demais né?
-Também, melhor ele não ter parado mesmo, era capaz da gente ir na porta. Daqui a pouco passa outro.
Achei graça, disfarcei e guardei as bolachas na bolsa. Bilhete único na mão, dei sinal, subi no bus.
O pior nunca é ficar em pé, é aquela bendita, minha mochila que eu carinhosamente chamo de Compartimento de Carga.
Olhei direito, o ônibus tava lotado demais e minhas costas começavam a ceder. Aquelas pessoas sentadas, com as pernas jogadas de qualquer jeito. Senti inveja.
Pensei, pensei, tinha de dar um jeito. Resolvi me apertar lá pro corredor, onde tinha muita gente.
Um passo "desculpa", outro"foi sem querer senhora, já passo". Parei onde tinha mais gente. Minha mochila continha apenas dois cadernos e quatro apostilas, minha camiseta reserva, o estojo e o Dan Brown que tô lendo nas horas vagas. Minhas costas já haviam arrebentado.
No meio daquele bando de gente, como quem não quer nada, tirei a coitada da mochila nas costas. (Música de missão impossivel de fundo) Calculei melimetricamente minha próxima manobra, passei a mochila a frente do corpo, conseguindo atingir um bom número de pessoas. Na cabeça de um, perna do outro "ops, desculpa", será que o plano daria certo?
Um minuto depois, um nordestino nobre olhou bem fundo nos meus olhos, minhas costas doendo e eu quase metendo a mochila na cara do coitado. Senti a emoção aumentar, quando o homem abriu a boca e eu ouvi sua voz:
-Quer que eu leve?
Por: Bia Mendes
Hoje foi assim. Saí apressada do cursinho, comendo umas bolachas que levei e tomando suco de caju. Corri pro ponto, quase sendo atropelada, e dei sinal. O canalha do motorista nem sequer parou, olhei pro lado, havia um senhor no ponto também. Ai surgiram as típicas conversas de ponto...
-Nossa, tá um friozinho né?
-Sim, desde manhãzinha.
-Aquele tava lotado demais né?
-Também, melhor ele não ter parado mesmo, era capaz da gente ir na porta. Daqui a pouco passa outro.
Achei graça, disfarcei e guardei as bolachas na bolsa. Bilhete único na mão, dei sinal, subi no bus.
O pior nunca é ficar em pé, é aquela bendita, minha mochila que eu carinhosamente chamo de Compartimento de Carga.
Olhei direito, o ônibus tava lotado demais e minhas costas começavam a ceder. Aquelas pessoas sentadas, com as pernas jogadas de qualquer jeito. Senti inveja.
Pensei, pensei, tinha de dar um jeito. Resolvi me apertar lá pro corredor, onde tinha muita gente.
Um passo "desculpa", outro"foi sem querer senhora, já passo". Parei onde tinha mais gente. Minha mochila continha apenas dois cadernos e quatro apostilas, minha camiseta reserva, o estojo e o Dan Brown que tô lendo nas horas vagas. Minhas costas já haviam arrebentado.
No meio daquele bando de gente, como quem não quer nada, tirei a coitada da mochila nas costas. (Música de missão impossivel de fundo) Calculei melimetricamente minha próxima manobra, passei a mochila a frente do corpo, conseguindo atingir um bom número de pessoas. Na cabeça de um, perna do outro "ops, desculpa", será que o plano daria certo?
Um minuto depois, um nordestino nobre olhou bem fundo nos meus olhos, minhas costas doendo e eu quase metendo a mochila na cara do coitado. Senti a emoção aumentar, quando o homem abriu a boca e eu ouvi sua voz:
-Quer que eu leve?
Por: Bia Mendes
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Enquanto...
Por: Natália Barbosa
Ilustração: Natália Barbosa
domingo, 14 de junho de 2009
Resolução!
Por: Natália Barbosa
Ilustração: Natália Barbosa
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Poxa, eu acordei!
Fechei os olhos, fugi de tudo e comecei a andar por ai.
Olhei para cima, lá estava a lua, e eu inocente,
Ia tentar subir.
Um impulso, nada, outro nada,
no terceiro, consegui!
Ora pois, eu voando de repente,
não vou contar para essa gente
posso não consiguir novamente
e até mesmo acabar por cair!
Em minutos ia eu só
e vi as coisas de perto
Cheguei lá tão facinho
que de tão bonitinho
parecia até secreto!
O espaço vazio está
Todos dormem, vou dormir
Sinto frio, mas vou tentar
Não sei como, a lua quente!
Talvez seja um presente
E eu deva mesmo aproximar.
Chegar lá perto tentar vou eu,
mas com medo muito estou
Vai que tenha algum segredo
que pra mim ninguém contou?
Vou chegar bem devagar,
Pra ninguém eu acordar
Quieta, com cuidado
Vou ficar lado a lado
A lua vai me esquentar.
Ui, cheguei mais perto
Sem querer bati o pé
Poxa, acho que acordei
Já tá na hora do café.
Por: Bia Mendes
Olhei para cima, lá estava a lua, e eu inocente,
Ia tentar subir.
Um impulso, nada, outro nada,
no terceiro, consegui!
Ora pois, eu voando de repente,
não vou contar para essa gente
posso não consiguir novamente
e até mesmo acabar por cair!
Em minutos ia eu só
e vi as coisas de perto
Cheguei lá tão facinho
que de tão bonitinho
parecia até secreto!
O espaço vazio está
Todos dormem, vou dormir
Sinto frio, mas vou tentar
Não sei como, a lua quente!
Talvez seja um presente
E eu deva mesmo aproximar.
Chegar lá perto tentar vou eu,
mas com medo muito estou
Vai que tenha algum segredo
que pra mim ninguém contou?
Vou chegar bem devagar,
Pra ninguém eu acordar
Quieta, com cuidado
Vou ficar lado a lado
A lua vai me esquentar.
Ui, cheguei mais perto
Sem querer bati o pé
Poxa, acho que acordei
Já tá na hora do café.
Por: Bia Mendes
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Lere-Estudantil
Lereeee, leree, é vida de estudante não é fácil. De segunda a sexta tem escola e cursos, no fim de semana tem também, o bom por um lado é que a escola é a noite, da pra fazer várias coisas o dia todinho, mas na sexta é um “saco”, se quiser pegar um cine sem chance tem que ser na quarta( mais barato), e ao meio-dia. Descansar? Só domingão e olhe lá. É mãe, tio, tia... Família em peso pega no pé, pergunta sempre: - E como vão os estudos? Esses dias não aguentei na sala de aula, uma bagunça, não dava pra ouvir professor, por isso agora me inscrevi no ETEC, vou prestar o vestibulinho e ver se consigo passar, pois quero mudar de escola. Já decide. Estudo é isso ai.Por: Natália Barbosa
Foto: Natália Barbosa
terça-feira, 9 de junho de 2009
Cabeça-quebra
Por: Natália Barbosa
Foto: Natália Barbosa
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Baque, é fogo...
Notícias catastróficas, cansei. Na primeira página do portal de uma grande emissora aqui do Brasil, vi num só minuto, repetida mais de sete vezes, a palavra morte: morto, morre, morreu. Cansei.Por que é que coisas ruins chamam mais atenção? Por que falar sobre grandes êxitos apenas são interessantes quando envolvem as "Xuxas"?
Penso que pela natureza humana, a curiosidade, a necessidade da dificuldade. Quem é que se contenta em ser feliz e não procura algo com o que se preocupar? Simplesmente ninguém.
Talvez por este motivo, eu prefiro continuar como pessoa desatualizada, do que por dentro do que 'acontece' no mundo. Eu não acredito que a única coisa que se passa, no globo todo, na vida de tanta gente, seja morte. Infelizmente há inúmeros incidentes, inúmeros problemas, irregularidades, dificuldades, roubos, tinta, máscara. Sim, elas existem. Mas não será possível, que não haja nada, mas nada mesmo de importante e positivo, todos os dias, todos os dias.
Sou brasileira, paulistana, não morri.
Por: Bia Mendes
Foto: Natália Barbosa
terça-feira, 26 de maio de 2009
Existe
Há um muro em pleno ar
Um suspiro do vento, passante
Grita.
Depois, nada.
Não consigo encarar
Cada tijolo, cada centímetro
Não posso vê-los
Não posso senti-los.
E se me perguntarem, ué
Estou bem certa, e sinto!
O vento, o muro, o nada,
Minto.
Por: Bia Mendes
Um suspiro do vento, passante
Grita.
Depois, nada.
Não consigo encarar
Cada tijolo, cada centímetro
Não posso vê-los
Não posso senti-los.
E se me perguntarem, ué
Estou bem certa, e sinto!
O vento, o muro, o nada,
Minto.
Por: Bia Mendes
domingo, 24 de maio de 2009
Antes do término da reunião.
Na incomoda posição da cadeira de uma sala, olhando uma mesa vazia com uma bolsa vermelha em cima, duas mulheres a minha direita e um rádio a esquerda, com uma musica calma. Um lugar nada familiar pra mim. O telefone e o rádio “comandam o ambiente”, quando falamos de som. Enfim... Estou em uma empresa de pesquisa de mercado, esperando minha mãe, de uma chata reunião.Por: Natália Barbosa
Foto: Natália Barbosa (reflexo de uma das salas da empresa)
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Sentido
Toco-te com intensidade
Tão linda, tão doce, tão longe.
Ah, como a lua é
demasiadamente branca!
Aparentemente, mutante, mesma.
Engana a todos os olhares,
E me engana também, me engano.
Olho-te abobada todas as noites
E guardo em mim
Para poder olhar depois.
Por: Bia Mendes
Tão linda, tão doce, tão longe.
Ah, como a lua é
demasiadamente branca!
Aparentemente, mutante, mesma.
Engana a todos os olhares,
E me engana também, me engano.
Olho-te abobada todas as noites
E guardo em mim
Para poder olhar depois.
Por: Bia Mendes
terça-feira, 19 de maio de 2009
Engano
Eu, hoje de tarde, fui gastar o meu ganhado
Já não tinha outra opção senão entrar naquele mercado
Povo chato, insistente, 'tudo eles mal informado
Ninguém contou, imaginei, mas todo pobre está errado
Então eu, que pobre sou, acabei deixando de lado
Avisei, mesmo briguei! Ora vá,carne de porco?
Não quero o tal do resfriado.
Por: Bia Mendes
Já não tinha outra opção senão entrar naquele mercado
Povo chato, insistente, 'tudo eles mal informado
Ninguém contou, imaginei, mas todo pobre está errado
Então eu, que pobre sou, acabei deixando de lado
Avisei, mesmo briguei! Ora vá,carne de porco?
Não quero o tal do resfriado.
Por: Bia Mendes
domingo, 17 de maio de 2009
Faltazinha que tô sentindo
Saudade, ô coisinha! As pessoas importantes, só as importantes mesmo, conseguem virar um pedacinho de nós. Um pedacinho da força, um pedacinho da mente, da fraqueza, do corpo, da alma, de tudo. Então quando alguma desta se vai, se afasta, faz doer. E machuca mesmo, é um pedaço, lembra? Só não dá pra ver.
Eu já cansei, vou fingir que não falo português. Talvez assim eu possa dizer "sinto falta de você". Porque por mais que pareça capricho (e até é), a 'saudade' dói bem mais.
Por: Bia Mendes
Eu já cansei, vou fingir que não falo português. Talvez assim eu possa dizer "sinto falta de você". Porque por mais que pareça capricho (e até é), a 'saudade' dói bem mais.
Por: Bia Mendes
sábado, 16 de maio de 2009
Deixe
Deixe-me estar sempre ao seu lado.Para poder me sentir realizado.
Deixe-me tocar a sua mão.
Para poder respirar e ao seu ar suspirar.
Deixe-me tudo esquecer.
Para poder lembrar de você.
Deixe uma flor na minha vida morrer.
Para outra poder nascer.
Deixe me apaionar por você.
Para eu sempre lhe dizer.
Que amo você.
É isso que eu quero dizer...
Deixe-me namorar com você.
E nunca me deixe lhe esquecer.
Por: João Ricardo Sena (convidado)
sábado, 9 de maio de 2009
Tempo, mundo

Como o mundo é um ovo! Sempre uso esta expressão, mas estou bem perto de mudar para "o mundo é uma azeitona", só não digo que é uma ervilha porque elas não me agradam.
Eu estudo no meu bairro mesmo, moro aqui desde que nasci, e meus pais a mais tempo ainda. Aconteceu que na minha reunião escolar, minha mãe encontrou um homem, que provocou choque, choque mesmo. Acho que foram mais de 5 minutos para que ela caísse em si. O tal do homem estava um pouco acima do peso, era moreno e tinha cabelos brancos.
Minha mãe me explicou, depois do tempo em que ficou olhando, confirmando que tava vendo coisa certa. Segundo ela, este homem fora namorado da minha tia em vidas passadas - vidas passadas porque isso foi há 26 anos, só Jesus! - e engraçado é que os dois eram magrinhos, na mesma época em que minha mãe era hippie e usava uma blusa de crochê abaixo do joelho.
Hoje os dois (minha tia e o tal homem) estão casados, com suas famílias. Ela teve uma filha, ele teve três. A propósito era na reunião da filha dele que ele estava, uma colega minha de classe.
Estas coisas são comuns, normais, eu sei. Mas me anima estas histórias passadas, a relação das pessoas, momentos, tanta coisa. O tempo passou, eles passaram, está passando. Passamos.
Por: Bia Mendes
Brincadeirinha com a imagem(montagem descarada!): Bia Mendes
sexta-feira, 8 de maio de 2009
SEM CONTATO
Eu queria poder nunca mais lembrar, daquilo ou de quem me faz chorar. Queria arrancar, puxar, executar e exterminar, aquela que vem me visitar sem avisar. Se ela me avisasse, me preparasse, sua presença até que ainda seria querida; mas não, não quero essa mão, mão essa que vem me acariciar, me enganar, justo naquele momento. CARÊNCIA.
Vai entender, uma alma fraca como essa, que no foito alto, em grande sintonia, se rebela e se desconfigura. Por que? Vai entender...
Era para ser simples, era para ser apenas momentos, mas se torna um grande fardo. Pesado. Inconsistente. Inconsciente. Amargurado. Sem contato.
Por: Ricardo Rodrigues (convidado)
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Ahh, paixão!
As pessoas não sabem me dizer várias coisas. Uma delas é: por que nos apaixonamos por alguém?
Sobre o amor todos concordam, define-se, bem genericamente, em proteção. Já a paixão não, ninguém sabe. Uns falam: os opostos se atraem. Outros: é quando vemos afinidades com alguém.
Mas, poxa, se a das afinidades fosse verdade, como se atrairiam os opostos?
"- Oi, eu sou Givêncio, reservado, exigente, egoísta. Mas tomo banho todos os dias, e como também.
-Oi, Givêncio. Sou Gumercinda, adoro me comunicar, sou bem expansiva, não exijo muito e gosto de dividir as coisas. Mas, bah, também como. E, banho?! Caramba, quanta coincidencia!"
Coitados! Seria um Deus nos acuda. Eu não sei dizer porquê é que nos apaixonamos, mas que não há padrões quando se trata de sentimento, é evidente. Posso me apaixonar pelo Zé, tímido como eu, engraçado. Como pelo João, falante, chato. O Joaquim, o Severino, a Joaquina, o Petrúquio. Os corações batem quando acham melhor. E o meu, por favor, na próxima vez não esqueça de avisar.
Quanto a você, o que me diz sobre a paixão?
Por: Bia Mendes
Sobre o amor todos concordam, define-se, bem genericamente, em proteção. Já a paixão não, ninguém sabe. Uns falam: os opostos se atraem. Outros: é quando vemos afinidades com alguém.
Mas, poxa, se a das afinidades fosse verdade, como se atrairiam os opostos?
"- Oi, eu sou Givêncio, reservado, exigente, egoísta. Mas tomo banho todos os dias, e como também.
-Oi, Givêncio. Sou Gumercinda, adoro me comunicar, sou bem expansiva, não exijo muito e gosto de dividir as coisas. Mas, bah, também como. E, banho?! Caramba, quanta coincidencia!"
Coitados! Seria um Deus nos acuda. Eu não sei dizer porquê é que nos apaixonamos, mas que não há padrões quando se trata de sentimento, é evidente. Posso me apaixonar pelo Zé, tímido como eu, engraçado. Como pelo João, falante, chato. O Joaquim, o Severino, a Joaquina, o Petrúquio. Os corações batem quando acham melhor. E o meu, por favor, na próxima vez não esqueça de avisar.
Quanto a você, o que me diz sobre a paixão?
Por: Bia Mendes
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Antes e depois do corte
O medo foi tão grande quanto o cabelo, fiquei muito aflita, comecei a pensar no porque de cortar o cabelo “seria só para mudar” pensei. Mesmo assim veio o grande medo de não ficar bom. E se ficar ruim? O que eu faço? Nada..rs ou usar um boné, toca ou até mesmo um chapéu. Sentei na cadeira e disse “Corta na altura do ombro” a cabeleireira retrucou “ tem certeza?” disse que sim, então ela começou a cortar, cortar e cortar, quando ela terminou coloquei a mão e senti o quanto ela tinha cortado. Uuuu, corri pro espelho pra ver como havia ficado “UAU, amei”. Ficou maravilhoso, todos que me viram disseram, nossa que lindo que ficou. “Realmente ficou maravilhoso.”
Por: Natália Barbosa
Por: Natália Barbosa
domingo, 3 de maio de 2009
Viramos na Virada
Eita, fomos para a virada! Um evento que acontece aqui na cidade de SP. Chegamos na Avenida São João era meia noite. O estranho é que no caminho o ônibus lotou, enquanto as ruas estavam vazias. Vazias de tudo, carro, passantes. Tudo.
Mas não, a cidade não havia parado, acredito que as pessoas estavam curtindo os espetáculos espalhados pela cidade. Foram 24 de festa, chegamos um pouco tarde, vimos o show em homenagem ao Tim Maia, as 3, e ficamos até a hora do Cordel do Fogo Encantado, que foi muito bom. Voltamos pra casa, descansar e voltar para assistir a Maria Rita. Alguns, pelo cansaço, acabaram ficando em casa. O show da Maria foi ótimo, arrepiamos, gritamos, dançamos.
Eu, Bia, ia encontrar com uma amiga que mora em outra cidade. Como é engraçado essa coisa do desencontro, o 'onde'. Não a encontrei, mas provavelmente num intervalo de 20 minutos nós devemos ter passado pelo mesmo lugar, ou até menos tempo, mais, enfim.
PS. Bi, Duda, Rike, Pri, Zah, Ricardo. Foi bom.
Por: Bia Mendes e Natália Barbosa
Mas não, a cidade não havia parado, acredito que as pessoas estavam curtindo os espetáculos espalhados pela cidade. Foram 24 de festa, chegamos um pouco tarde, vimos o show em homenagem ao Tim Maia, as 3, e ficamos até a hora do Cordel do Fogo Encantado, que foi muito bom. Voltamos pra casa, descansar e voltar para assistir a Maria Rita. Alguns, pelo cansaço, acabaram ficando em casa. O show da Maria foi ótimo, arrepiamos, gritamos, dançamos.
Eu, Bia, ia encontrar com uma amiga que mora em outra cidade. Como é engraçado essa coisa do desencontro, o 'onde'. Não a encontrei, mas provavelmente num intervalo de 20 minutos nós devemos ter passado pelo mesmo lugar, ou até menos tempo, mais, enfim.
PS. Bi, Duda, Rike, Pri, Zah, Ricardo. Foi bom.
Por: Bia Mendes e Natália Barbosa
sexta-feira, 1 de maio de 2009
A tal da tecnologia...

Acabei me estressando com a minha mãe, e depois estressei comigo mesma. Acontece que ela demora a entender estas coisas tecnológicas, mas, tadinha, será mesmo culpa dela? Ela sabe muito mais coisas que eu, sem dúvidas, da mesma forma que minha avó sabe mais coisas que ela, e assim sucessivamente. Outro dia estávamos passando na rua, eu e minha avó. E a velha olhou pra uns matos, chegou perto, cheirou, e pronunciou bem convicta um nome pra lá de estranho. Aquele mato, segundo ela, é um remédio poderosíssimo! Tri-lim-limm, o celular dela que tava tocando(nada de toque MP3, aqueles polifônicos que já vem no próprio celular). Ela, atrapalhada, abriu a bolsa, remexeu num bando de papéis e disse: "ô meu Santo Amaro, põe isso pra vibrar depois, fia? Ele parou de funcionar e eu não sei como!", eu ri e pensei, como era uma pena toda esta invasão tecnológica. Claro que não consegui, ainda, fazer minha avó entender o msn. Eu se pudesse exterminaria a eletricidade pelo menos por um tempo. Você já percebeu, que quando a luz acaba, ninguém tem o que fazer? Os pais ficam estressados procurando velas, os filhos acabam indo dormir cedo, ninguém pensa em nada, não há nada para fazerem juntos. Com a eletricidade morta, talvez as famílias voltassem a se conversar, brincar, rir junto, sem a necessidade de um programa de TV, ou filmes do "Jim Carey".
Por: Bia Mendes
Foto: Natália Barbosa
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Quarto de tinta.
Hahahaha, tudo começou com uma vontade de mudar o ambiente, minha mãe propôs a idéia de pintarmos o quarto, a principio, adorei!. Adoro inovar, mas comecei a pensar no trabalho, sair pra comprar as coisas, tirar as coisas do quarto, cobrir ..aah, a casa vai ficar uma bagunça, pensei.Começamos, pronto já fiquei com a cara emburrada, fomos comprar as coisas, voltamos estava á noite já, tiramos muita coisa do quarto, deixamos apenas a cama.E ai vem a escolha da cor da parede, minha mãe queria vermelho com textura, eu também (acho muito lindo), mas daí ela diz “ Nati, se colorirmos de vermelho, não vai combinar com nada”.Pronto! Daí eu disse “cor então”? Ela responde, a ‘pior coisa do mundo’ “AZUL”. Pensei caramba eu não sou muito fã de azul, a parede da casa do meu tiú é azul..tudo azul? Relevei, no dia seguinte, HOJE 29/04, chamei a galera toda pra pintar o quarto. Pessoal chegou. Pessoal? Pois é só veio a Bia e o Kurt, duas pessoinhas, mais o pessoal de casa, mas eles ajudaram e muito, pintamos rapidinho, a melhor parte foi nos pintar hahahaha, muito bom, ouvimos musicas bem antigas mesmo, com o som mega alto, eles chegaram às 13h33min e saíram as 18h00min. E por fim, aqui estou com a parede azul, bem ao meu lado, ficou LINDO. Mudei de idéia completamente.
PS: Valeu a galera que ajudou a pintar o quarto.
Por: Natália Barbosa
PS: Valeu a galera que ajudou a pintar o quarto.
Por: Natália Barbosa
terça-feira, 28 de abril de 2009
Conteúdo sem titulo II
Ouvindo Bee Gees, e pensando no amanhã ...pelo MSN marco um mega café da manhã especialíssimo, com uma pessoa querida, as 10:30, ainda peço que me ligue a hora em que acordar, para eu não perder o horário. Namorado? Familiar? Não. Uma amiga que mora atrás da minha casa, e você pode pensar UAU, que bobagem, mas é nas coisas simples, que podemos ver quem são as pessoas especiais, além de familiares e etc.
Por: Natália Barbosa
Por: Natália Barbosa
A TV.
Minha TV hoje foi a cafeteira. Fiquei vendo a água subir e passar por um papel com chá. Ué, eu disse cafeteira, certo? Sim, cafeteira, mas eu também a uso para fazer chás. E é incrível o resultado final, o liquido 'pretinho' para beber!
Por: Natália Barbosa
Por: Natália Barbosa
Amor
O amor vem nas piores horas e vai sem avisar. As pessoas erradas, momentos errados, pensamentos errados. Tudo é sempre precipitado, pequeno. Grande. O amor.
Por: Bia Mendes
Por: Bia Mendes
O Coração
No tédio da aula, depois de responder todas as questões. Me curvo e coloco o ouvido sobre o caderno que está em cima da mesa. Começo a bater com a ponta do dedo e a ouvir a minha respiração, 'parece um coração’, batendo. E quando vamos ao médico ele faz o mesmo com um aparelho, sobre o nosso peito, ouvindo o nosso coração. TUMTUMTUMTUM.
Por: Natália Barbosa
Por: Natália Barbosa
Saudade
Saudade, o que significa essa palavra? No Wikipédia diz: A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar". Então, é a ausência de alguem ou algo que gostamos saudar ou estar em contato, certo?.Mas no meu caso, é uma saudade diferente... será saudade? Ou só falta algo? Sim, mas é ausencia de uma pessoa. É como se fosse uma saudade/falta, como se faltasse algo, alguma coisa. Além disso, a saudade é um privilégio de nós brasileiros, portugueses, angolanos, lusófonos! As outras línguas não oferecem esse sentimento resumido em uma palavra só. E por fim usamos tanto essa palavra, todos sabem o que significa? Afinal é facil, é uma coisa que ‘flui’, e não ‘aprendemos’.
Por: Natália Barbosa
Por: Natália Barbosa
Volta, vai e volta.
Chego em casa após o show de Slim Rimografia no dia 17/04/09 e já são uma e pouca da madruga, minhas coisas já estão prontas, o carro já está fora da garagem, minha mãe já fechou a casa, e vai me falando que vamos para a casa da minha avó.Mas eu não fiz ‘minhas coisas’ ainda, acabei de chegar. Ligo o computador coloco todas as fotos que fiz no show pro PC, ai sim, ‘tô pronta’. Entramos no carro, eu, minha mãe, meu tio, sua esposa, seu filho, e mais dois primos. Xii temos uma pessoa a mais, no banco de trás, havia quatro pessoas contando comigo, mesmo assim seguimos. Na estrada escura, as crianças dormem rapidinho, escuto musica no meu MP4, já meu tio e minha mãe falam demais, sua esposa somente olha o caminho, quieta. Começo a pensar em tudo, falo comigo mesmo, sobre vários assuntos “Quando eu chegar na minha avó, vou cair na cama”, pensei. Chegada triunfal, foi assim, desse jeitinho à ‘Francesa’. Já está no dia da volta, começo a pensar que roupa eu ponho, será que vai estar frio? Calor? Tomei meu banho coloquei uma camiseta e uma saia, peguei blusa. Despedi-me da minha avó e entrei no carro, temos uma pessoa a mais novamente. Meu MP4 descarregou, não da pra ler, ta de noite, minha mãe novamente conversa com meu tio, as crianças dormem, a esposa do meu tio também conversa e eu sim, olho o caminho quieta, só faço alguns comentários, novamente começa meus pensamentos, falar comigo mesma. ”Chegar em casa vou ver meus email, falar com amigos”. Meus pensamentos vão longe, só penso em ‘alguém’. Chegando na esquina de casa, fico agoniada, quero sair logo do carro. Ufa! Sai!
Por: Natália Barbosa
Por: Natália Barbosa
Conteúdo sem título I

Hoje passei duas horas do meu dia dentro de um ônibus, porque fui ao centro da cidade com uma amiga. Na hora de voltar, decidi ouvir música e quando fui sentar escolhi um banco de costas para o motorista, uma ótima escolha. Porque não era eu que deixava o caminho para trás, era ele que me deixava. Eu estava parada, ele corria solto. E vi tantas coisas. Uma senhorinha simpática, um homem preocupado, uma nuvem em formato de coelho e um casal de mãos dadas. Quantos outros milhares de pessoas no mundo estariam de mãos dadas naquele momento? E vendo TV? E preparando o almoço? Indo viajar? Acabando de acordar? No escritório? No telefone? No Messenger? Enfim...
Eu continuava parada, minha amiga não. Chegamos a um bairro-mercado aqui da zona sul de SP. Lá, está todo mundo no mesmo espaço: calçadas pequenas viram a casa dos camelôs, que por sua vez disputam com os pedestres-clientes. Pelo menos três vendedores me ofereceram calçados, cheguei a pensar que os meus estavam velhos, mas me enganei. Eles é que queriam meu dinheiro! Deu a hora de voltar para casa, seria mais 30 minutos dentro de ônibus, desta vez eu deixava o caminho para trás. Agora as pessoas já estariam jantando, voltando do trabalho, e, finalmente, chegando em casa.
Por: Bia Mendes
Quem é artista?

Visitando um museu, fui vendo obras de arte, caríssimas! Tentei entender alguma coisa nos rabiscos do Picasso, mas não senti nada, nada mesmo. Ignorância, talvez. Saí de lá estressada, que tal de arte é essa? Como sou pobre! Quem tem grana sabe admirar a ‘arte’?. Atravessei a rua, fiquei meia hora no ponto, e quando o ônibus chegou quase o perdi, tava muito lotado.
Desci já perto de casa e ouvi uma música leve, longe. Eu, nada curiosa, comecei a seguir o som, e me deparei com um senhor banguela, sentado na rua, tocando cavaquinho. Parei feito boba, observando-o, ele era muito bom! A música foi entrando, entrando, entrando em mim e quando me dei conta, voltei à Terra, e já estava lá há um bom tempo.
Voltei a andar e me senti um pouco melhor: eu sei entender arte, eu sei sentir arte. Aquilo é arte! E o senhor, banguela, um artista!.
Por: Bia Mendes
Um sábado ai.
Hoje foi mais um. Jornalismo, pensar, inglês, pensar. O caminho pareceu oportuno. Tinha continuação. Comecei a perceber as pessoas na rua, andando. Cada um tem sua vida, personalidade, história (há poucos dias descobri que o jeito de andar também é único). Passa carro, ônibus, caminhão. Dentro deles mais uma vida. As calçadas estavam lotadas, os pontos cheios, e vai saber pra onde cada um estava indo! Vi uma senhora chupando sorvete, e ao fundo outra senhora, só que esta tentava dormir, no chão. Mais alguém, mais alguém. Passa, passo. A vida passa. Onde vamos parar?
Por: Bia Mendes
Por: Bia Mendes
Ligação

Ouço gotas ricocheteando no telhado. Na TV passa alguma ação do Will Smith. Eu gostaria de ler agora, mas não lembro onde deixei meu livro. Resolvi arranhar uns acordes no violão, nenhuma música em especial. Faço isso só para preencher as horas.
ARMA! Acabei de ver de relance na tela, brilhando. Havia até me esquecido que o filme é americano. Mas isso não significa nada, afinal as obras brasileiras mostram a mesma coisa.
Claro que não são nem de longe parecidas, ou são?
Os americanos mostram assassinos da elite, os brasileiros mostram pessoas pobres que não têm outra opção senão matar. Os americanos mostram homens inteligentíssimos, em carros inacessíveis e ternos de grife, que procuram viver bem. Os brasileiros mostram garotos de chinelo e touca na cabeça, tentando sobreviver.
Cheguei à conclusão de que as duas indústrias cinematográficas são iguais. Ambas retratam o crime.
“Talvez” foi o que pensei “O restante das diferenças existem porque o dólar vale mais.”
Por: Bia Mendes
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