terça-feira, 25 de agosto de 2009

Duas coisas que não abro mão

Tentar dizer para quê nasci é a tarefa mais difícil e audaciosa que jamais recebi. Para mim é como definir minha “missão”, mas acontece que missão é muito ampla, até divina. Então não vou me arriscar neste patamar tão alto, ficarei no campo mundano do achismo que é bem mais simples. As duas coisas das quais não abro mão são: ajudar as outras pessoas e amar tudo que tem vida.
Vejo-me na obrigação de ajudar as pessoas. É meu dever básico como humana consciente. As pessoas precisam umas das outras, nem que seja pra dizer “continue!”. Meu sossego espiritual só será completo quando eu souber que não cresci e deixei o mundo para trás. Até porque se eu for dar alguns passos, que seja prendendo mil a uma corrente junto a mim. Talvez a corrente nem pese tanto e a importância esteja na existência dela. Portanto, assim sem muito esforço, esses mil andarão comigo.
Vivo para amar tudo que tem vida, e nesse grupo se encaixa uma infinita variedade de corpos. Os humanos são os únicos que podem me falar coisas pronunciadamente definidas, me aborrecendo ou deixando feliz. Os outros animais falam também, geralmente pelos olhos ou agitação. Ainda sim podem aborrecer e nesse quesito meus cães de estimação são afinadíssimos. A natureza sim é o grupo que mais me deixa em paz. Nada paga a cor do céu sempre mutável, às vezes laranja, às vezes cinza, às vezes infinitamente azul. A variedade assustadora de tons de verde, a perfeição e harmonia na convivência com o meio, as gotas de chuva. Para mim nada disso é bonito. É lindo.
Dentre todas as coisas vivas que existem e que amo, a Lua é a que mais me encanta. Hoje não a olhei, ontem também não. Já faz dias que ela anda inibida, ou triste. É notável que ela perdeu um pouco do brilho e a brancura forte. Talvez seja que ela não queira se mostrar e esteja feliz assim, bem longe. Ressalto que feliz ela não pode estar, não sem saber que a encaro e admiro como ninguém. Quando criança eu me imaginava lá em cima pertinho dela, hoje ainda imagino. Como sempre dizem que nada é impossível, os sonhos que eu tenho também não são. Qualquer dia estarei pertinho dela, e de tudo que me aproxima de mim.


Por: Bia Mendes

PS. Era uma tarefa escolar, mas gostei e quis postar aqui!

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