
Acabei me estressando com a minha mãe, e depois estressei comigo mesma. Acontece que ela demora a entender estas coisas tecnológicas, mas, tadinha, será mesmo culpa dela? Ela sabe muito mais coisas que eu, sem dúvidas, da mesma forma que minha avó sabe mais coisas que ela, e assim sucessivamente. Outro dia estávamos passando na rua, eu e minha avó. E a velha olhou pra uns matos, chegou perto, cheirou, e pronunciou bem convicta um nome pra lá de estranho. Aquele mato, segundo ela, é um remédio poderosíssimo! Tri-lim-limm, o celular dela que tava tocando(nada de toque MP3, aqueles polifônicos que já vem no próprio celular). Ela, atrapalhada, abriu a bolsa, remexeu num bando de papéis e disse: "ô meu Santo Amaro, põe isso pra vibrar depois, fia? Ele parou de funcionar e eu não sei como!", eu ri e pensei, como era uma pena toda esta invasão tecnológica. Claro que não consegui, ainda, fazer minha avó entender o msn. Eu se pudesse exterminaria a eletricidade pelo menos por um tempo. Você já percebeu, que quando a luz acaba, ninguém tem o que fazer? Os pais ficam estressados procurando velas, os filhos acabam indo dormir cedo, ninguém pensa em nada, não há nada para fazerem juntos. Com a eletricidade morta, talvez as famílias voltassem a se conversar, brincar, rir junto, sem a necessidade de um programa de TV, ou filmes do "Jim Carey".
Por: Bia Mendes
Foto: Natália Barbosa

Pô biia, muito show... concordo plenamente com vc quando vc diz que,as famílias poderiam voltar a rir, conversar e brincar ... sem a necessidadee de um programa de TV ou filmes do Jin Carey . Muito bom. PARABÉNS !
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