quarta-feira, 1 de julho de 2009

A alegria

Eu não sei definir a alegria com alguma grande precisão. Ela é relativa, vária, cada um tem a sua. A variedade das crianças acredito ser a maior: num pega pega simplisinho, no balanço quebrado, no bonequinho brilhante da vitrine enfeitada. Existem inúmeras formas.
Adultos são mais difíceis, vão criando gostos e limitações, ficam chatos, mal humorados, é só querem sempre aqueles mesmos objetos, aqueles mesmos lugares. Além disso na bolha deles não existem brincadeiras, a não ser as que são feitas com muito algodão.
Os adultos contam com as ideias pré fabricadas e uma vida molde. As crianças são diferentes, procuram inovar as coisas, usam a imaginação e nem precisam de tantos efeitos sonoros.
Eu me sinto alegre quando tudo está em paz, mas o difícil é que o mundo nunca está em paz. Tudo bem, tudo bem. Até que o zumbido moderno me enxe a cabeça de abobrinha novamente.
Apesar desse ambiente todo, das coisas 'maduras' e de perceber que perdi a um tempo minha alegria de criança, ainda dá pra divertir, com a ajuda de salas com boa acústica, tela grande e pequenos diretores.

Por: Bia Mendes

3 comentários:

  1. Infelizmente, a felicidade nos dias de hoje parece que é instantânea. As pessoas só pensam em números e mais números, não se importam com qualidade, sentimentos, bons gestos. Lamentável.
    òtimo texto Bia. Adorei!

    Beijão

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  2. É Saudades do tempo em que ser Feliz se baseava num simples movimento;descer a rua de bicicleta!! Mundo Cruel e Tirano,que nos faz engolir a REALIDADE sem nem ao menos oferecer um copo de água!

    :(

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  3. Oh yeah Cah, a gente fica sem escolha.

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